Relato de Eliane
Minha primeira experiência com a leitura foi através dos gibis.Meu pai colecionava Gibis e com isso facilitou ao meu acesso as letras, eu
ficava olhando as figuras tentando entender as histórias.
Eu cresci em uma época onde enciclopédias eram
vendidas nas casas, em “porta em porta”, portanto tínhamos coleções de livros
infantis e uma imensa coleção de gibi, também a famosa enciclopédia Barsa (não
sei se alguém conheceu). Depois de algum tempo comecei a colecionar bonecas de
papel, onde eu montava as histórias para a vida delas, enfeitando bastante o
meu vocabulário.
Aos 4 anos, entrei na pré escola em um colégio
chamado Adventista que tinha uma metodologia de ensinar através de historias
ilustradas da bíblia. Assim facilitou o meu acesso à leitura e a escrita e a
antiga Caminho Suave que facilitava a junção das palavras.
Então foi essa as minhas primeiras experiências com
a leitura e a escrita.
Relato de Fernando
Rememorar
as lembranças de minha vida é mais do viajar pelo passado, é poder
contemplar como o barco da vida navegou nas águas profundas das
incertezas e levou-me aos lugares que sempre me foram sonhados.
De
fato meu contato com a leitura deu-se muito prematuro, embora minha mãe
tenha estudado apenas até o quarto ano primário foi uma mulher das
letras e ensinou-me o gosto, o sabor, o cheiro, a essência de cada uma
delas.
Lembro-me,
ainda pequeno, de cada leitura que ela realizava para mim, para meus
irmãos maiores, era um momento mágico. Esperávamos ansiosos após os seus
afazeres depois do almoço para que ele nos contasse uma história e
assim o tempo foi passando e mesmo com seus conhecimentos parcos, ela
fez questão de alfabetizar os quatro filhos antes que entrássemos na
escola.
O
tempo foi se passando e fomos crescendo, mas nosso gosto pela leitura
nunca foi deixado de lado porque minha mãe sempre o ia alimentando, dia a
dia. Fosse com uma história inventada por ela durante o almoço, ou o
compartilhamento do conteúdo de um livro.
Já
adolescente, como não tínhamos muitas condições de comprar livros,
recordo-me que todas as semanas, eu buscava na biblioteca da escola ao
menos três livros, dois para ela e um para mim e após o jantar era o
momento de nos reunirmos para nossa leitura. Quantas e quantas noites
ela mandou-me dormir e fiquei tentando resolver os mistérios de Sidney Sheldon ou da Agatha Christie.
Claro que não foram os únicos que embeveceram minha adolescência, mas
foram minhas companhias à luz do abajur por muitas madrugadas.
Assim
cresci, continuei a exercitar a minha paixão de ler e passei também a
escrever, que se tornou para mim mais do que uma forma de expressão, mas
sim uma necessidade, tanto que muito antes de pensar em ser professor
tinha a certeza de que seria jornalista - pela arte da escrita -, mas o
ensinar falou mais alto. Verdade é que quando escrevo, como o Moacyr
Scliar bem colocou, o cesto é o meu cúmplice, meu leitor fiel.
Relato de Edeméia
Lembro-me da leitura em minha casa
desde pequena. Todos liam. É bem verdade que a leitura era variada e nem todos
escolhiam uma boa literatura.
Lembro-me de ver todos à mesa do
almoço e do jantar com um livro ou uma revista encostada a uma garrafa de
taubaina. Durante a refeição, os olhos não desgrudavam da leitura. Minha mãe e
minha irmã eram fãs de fotonovelas. Eu imitava minha família lendo gibis.
Mas o meu ídolo era o meu irmão Edson.
Com ele aprendi a ler de verdade. No sentido de escolher um bom artigo, uma boa
matéria, uma boa história, um bom texto, enfim. Edson lia “Seleções”, uma
revista de tamanho pequeno, para pessoas “fortes”. E era mesmo.
Adorava quando ele saia para
trabalhar. Entrava sorrateiramente em seu quarto e folheava suas “Seleções”,
seus objetos de adoração! Aí comecei a ler aquelas revistas. E fui, aos poucos,
entendendo um parágrafo, dois... até entender um artigo inteiro!
Depois, já no ginasial, a professora
nos mandou ler “Rosinha, minha canoa”. Descobri José Mauro de Vasconcelos e a
biblioteca do Estadão. A maior que eu já vira! Li tudo: José Mauro, Érico
Veríssimo, Monteiro Lobato, Machado de Assis, Eça de Queiroz... até chegar em
Jorge Amado. Depois de ler um livro, eu o retirava novamente para meu irmão
ler.
E segui lendo pela vida afora. Vieram
os livros de teatro, poesia, literatura policial, cinema, biografias...
Já minha primeira experiência com a
escrita. Outra boa lembrança! Estadão! Passei no exame de admissão da melhor
escola estadual de Sorocaba! Ia cursar o ginasial! Concurso de redação. Eu já
gostava de escrever, mas nunca havia participado de nenhum concurso. Naquele
tempo era comum que as escolas inscrevessem seus alunos em concursos da
prefeitura. Escrevi uma redação intitulada “A Rosa e o Mar”. Não me lembro com
detalhes do texto, mas me recordo que a rosa nascera na beira da praia. Em água
salgada!!! Gostei do resultado, mas, como toda pré-adolescente daquela época,
início dos anos 70, não pensava muito nisso. E não é que deu! Ganhei o 1º lugar
no concurso.
Numa noite de gala, lá fui eu, de
uniforme escolar, receber o troféu de 1º lugar das mãos do prefeito da cidade, Dr.
José Crespo Gonzales!

Muito 10!
ResponderExcluirAdorei como vocês deixaram tudo por aqui!
Abraços!
Também achei lindo!! Parabéns pelo trabalho!!
ResponderExcluirA- DO-REI!!!
ResponderExcluirParabéns!
Maravillhoso. Parabéns!
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